Por que Raposísses?

Foxes of Island Beach State Park New Jersey, por Anthony Quintano. em Flickr

Foxes of Island Beach State Park New Jersey, por Anthony Quintano. em Flickr

Por que Raposísses?

Por que Raposas?

Raposas são animais intrinsecamente ligados à cultura popular. No ocidente, as raposas são consideradas figuras trickster, juntamente com coiotes e corvos. Extremamente espertas e engenhosas, são criaturas do caos: podem agir para o bem em certas histórias, e para o mal em outras, mas sempre causam a transformação do mundo de suas histórias.

Em certas culturas nativo-americanas, a Raposa Prata cria o mundo junto com o Velho Coiote, figura trickster principal dos nativo-americanos. Na cultura européia, Reynard A Raposa é uma das figuras trickster mais famosas, herói dos camponeses que estrela em diversas baladas onde engana e trapaceia diversos membros da aristocracia e clero.

A raposa retém sua importância no Oriente, onde, além de tricksters, são também figuras associadas à mágica e imortalidade. Traduzidas para o Ocidente como Raposas de Nove Caudas, são chamadas Huli Jing na China, Kumiho na Coréia, e Kitsune no Japão. Seja qual for seu nome, sua história é a mesma: uma raposa que viveu até o cem anos se torna um espírito imortal capaz de mágica e sabedoria que apenas crescem com os anos. Podem agir tanto para o bem quanto para o mal; na Coréia, a maioria das histórias as apresentam como espíritos malignos.

Mas não importa qual seja sua moralidade, assim como nos mitos ocidentais, sempre são associadas à Transformação. No Oriente, essa transformação pode ser tanto figurativa quanto literal: as Raposas de Nova Caudas podem se transformar em belas mulheres, que enganam homens, ou estrelam em contos amorosos. No Japão, principalmente, várias lendas contam dos atos de lealdade e amor de Kitsunes a humanos que se mostram dignos de sua companhia; em certos lugares do Japão, as Kitsunes são veneradas como entidades protetoras da região.

As Raposas, para o bem ou para o mal, são figuras de magia, mistério, do incomum e desconhecido. Não podem ser domadas por humanos; fazem seu próprio julgamento sobre os homens, e mudam seu mundo, segundo seus próprios objetivos. São imortais, e mesmo que sua sabedoria cresça, nunca deixam o espírito brincalhão e jovem de lado.

Seja para o bem ou para o mal, uma coisa é certa: quando a Raposa aparece, nada ficará como era antes.

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