Dica de Música: Novos álbuns de Little Mix, Grimes, e Ellie Goulding

colagem

O que aconteceu que metade dos artistas do mundo resolveram lançar música nova essa sexta? Estou no aguardo da outra metade dos artistas do mundo lançarem alguma coisa sexta que vem, ou ficarei chateada.

Me recuso a ouvir Sam Smith, dsclp humanidade, mas além do aguardado álbum do Little Mix, resolvi dar uma chance a Grimes e Ellie Goulding e não saí nem um pouco arrependida. Na verdade até acabei gostando mais do álbum da Grimes do que do Little Mix, oops. Mas falemos de um por um:

GRIMES – ART ANGELgrimes art angel

O que dizer de Art Angel, que mal conheço mas já considero pacas???? Confesso que sempre gostei da Grimes como pessoa, mas a música dela nunca me conquistou. A única música dela que gostava mesmo era Go – justo a música que todo mundo odiou e acabou sendo jogada fora pela cantora junto com todo um álbum não lançado, antes da criação de Art Angel. Aí todo mundo fez o maior alarde quando Scream saiu, e fui animada ouvir, mas de novo: não consegui gostar.

Já estava desistindo da querida, quando justamente vi o que? Que um monte de “fãs” estavam bravos com a Grimes porque aparentemente esse novo álbum era “pop demais” e “nada da Grimes que conhecem de verdade”… imediatamente fui correndo pro Spotify ouvir esse tal álbum, porque nada como reclamação de fã hipster que não aguenta ver artista inovar sua carreira pra me animar. Por isso, muito obrigada fãs bravinhos que acham que a Grimes “se vendeu para a indústria pop”, vocês me apresentaram a um álbum ótimo! Um beijo pra vocês.

Antes de ouvir Art Angels, acabei lendo essa entrevista que apareceu na minha timeline do twitter, que me ajudou a entender melhor o processo da Grimes nesse álbum. É um álbum diferente do seu trabalho antigo porque ela está numa época diferente de sua vida; nada mais justo. Aconselho todos a lerem essa entrevista, nem tanto pela conversa sobre o novo álbum, mas mais porque Grimes diz algumas coisas muito interessantes sobre o jeito que a mídia tem a tratado, e como ela responde a isso. “It’s like my sheer existence is like a political act, I think, to a lot of people. It’s not to me.” Estou um pouquinho apaixonada, acho.

Agora, quanto ao álbum em si: não é nada como Scream, graças a deus, haha. Art Angels, ao invés disso, segue bem o estilo de Flesh Without Blood. Ainda é o estilo característico da Grimes – a sensação de que você está escutando a uma música de fadas continua intacta -, mas com um ritmo mais marcado. O que achei mais interessante foi a letra (ou o que consegui decifrar dela) dessa música; não fui só eu que senti que a Grimes está falando diretamente com esses “fãs” que a criticam por “virar pop”, né? “Got a doll that looks just like you“, “You never liked me anyway“, “It’s nice that you say you like me / but only conditionally“… e, principalmente, o refrão: “And you had every chance / You destroy everything that you know / If you don’t leave me / Just let me go”. Ela está sendo bem clara para mim: se vocês fãs não gostam da minha nova música, simplesmente parem de ser fãs e me deixem em paz. Com uma música dessa como primeiro single, a mensagem está clara, galera. Agora parem de encher o saco da Grimes.

Além de Flesh Without Blood, também amei California – que novamente pode estar falando com os fãs: “California / You only like me when you think I’m looking sad / California / I didn’t think you’d end up treating me so bad” – e Venus Fly, um dueto com JANELLE MONAE meu deus quase tive um treco quando vi aquele feat. Janelle Monae na tracklist. Só podia ter dado certo, e essa música é uma das mais fortes do álbum. Kill v. Man também é ótima, e estou feliz por essa já ter sido escolhida como próximo single. O álbum fecha com Butterfly, uma música que começa com um ritmo leve e bonitinho, que aumenta e fica mais pesada no refrão, até o final: “If you’re looking for a dream girl / I’ll never be your dream girl“.

Ao todo, esse é um álbum super sólido e congruente. Nenhuma música parece fora do lugar, e a atenção e cuidado com a produção é óbvio. Não sei vocês, mas eu certamente aceito essa nova fase da Grimes.

LITTLE MIX – GET WEIRD
little mix get weird

Acho que esse álbum sofreu um pouco de ter sido ouvido logo depois de Grimes… passar de Butterfly pra Black Magic é um choque e tanto, haha. Acho que preciso ouvi-lo mais algumas vezes para ter uma opinião mais formada sobre o álbum em geral. Preciso confessar que estava com um pé atrás sobre esse álbum, porque não gostei muito nem de Black Magic, nem de Love me Like You. Mas agora ouvindo-as junto com o resto de Get Weird, posso entender porque as escolheram como singles. Gosto mais delas agora.

Mesmo assim, as melhores músicas para mim são as do meio do álbum. De Hair (faixa #5) até A.D.I.D.A.S. (faixa #10) , é um bate cabelo depois do outro… exceto por I Love You, é claro, que está super deslocado ali no meio. OMG é especialmente boa, agora mesmo estou ouvindo-a e não consigo não dançar junto. As baladas me decepcionaram um pouco, mas o fato de que Secret Love Song Pt. II existe já é o suficiente para eu perdoar essas outras baladas perdidas no álbum (oi de novo, I Love You). Simplesmente maravilhosa.

Nesse álbum Little Mix segue o estilo delas já estabelecido, de batidas fortes e uma pegada meio funky. A diferença de Get Weird para os outros dois álbuns, na minha opinião, é que aqui todas as músicas valorizam os vocais delas. Não tem uma música aqui em que não tenha pelo menos um momento dedicado aos vocais ou harmonizações das meninas. As acapellas delas são uma das principais razões de eu ouvir Little Mix; e mesmo quando não tenha nada como Boy (obra prima de 2013, amém) nesse álbum (apesar de The End chegar perto), o foco nos vocais apenas aumentou, e espero que continue assim no futuro.

ELLIE GOULDING – DELIRIUM
ellie goulding delirium

Tenho uma coisa bizarra para dizer: apesar da Ellie Goulding fazer sucesso desde meados de 2011, eu…. acho que nunca ouvi uma música dela. Ou talvez tenha ouvido, mas não sabia que era dela, e aí esqueci? Não fazia nem ideia de como era a voz dela até hoje de manhã. Eu sei que parece impossível, mas em minha defesa eu quase não escuto rádio, ok. Sou a primeira a afirmar que realmente não sei nada sobre ela.

Foi durante esses últimos dias que decide que precisava pelo menos ouvir alguma coisa da Ellie Goulding, depois que a notícia de que Years & Years seria o opening act da sua turnê americana saiu. Aí vi que ela estaria lançando um álbum essa sexta, e percebi a oportunidade perfeita. Logo, estou ouvindo esse álbum como uma completa viajante de primeira viagem: não sei nada sobre seu trabalho anterior.

A única coisa de que eu tinha uma vaga noção é que a Ellie tinha uma pegada meio electropop, assim como Years & Years. Então quando Intro (Delirium) começou, fiquei intrigada: essa intro meio mórbida não era o que esperava. Mas quando ela fez uma transição perfeita para Aftertaste, tudo entrou nos eixos. A pegada electropop está lá (apesar de não tanto quanto esperava), mas também está a aura quase mágica da Intro. Há momentos do álbum que são quase eufóricos. Delirium é realmente o nome perfeito para ele.

Todas as faixas seguem uma a outra muito bem. Todas as músicas combinam bem uma com a outra, formando um só álbum muito coeso. É claro, o lado ruim disso é que às vezes as música podem parecer a mesma música uma depois da outra. Há momentos em que a voz da Ellie Goulding também se mistura demais com o instrumental, parecendo mais uma parte da música de fundo, não o foco principal. Mas isso só acontece em algumas faixas, e é logo seguida por músicas que focam nos vocais, como Army.

Se tivesse que escolher um top 3 das música do álbum, estaria entre Holding On For LifeDon’t Need Nobody, e I Do What I Love. Mas acho que preciso ouvir esse álbum mais algumas vezes para poder escolher minhas músicas favoritas. Como já disse, é um álbum incrivelmente coeso. Mas já posso dizer que realmente gostei do estilo da Ellie Goulding; o hype é justificado!

Com esses três álbuns lançados hoje, entre muitos outros (aparentemente Sara Bareilles também lançou coisa nova? GENTE), com certeza música para seu fim-de-semana é que não vai faltar. Estejam preparados com seus fones de ouvido!

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