Vídeo: 2016 em Leituras + Metas Literárias para 2017

Primeiro, vamos tirar isso logo do caminho: sim, a burra aqui foi gravar usando óculos e só depois percebi que tava dando reflexo…. depois de já ter gravado dois vídeos. Então vocês vão ter que aguentar esses reflexos irritantes só por mais um pouquinho, desculpe a burrice e não desistam de mim. Agora, vamos ao que importa: retrospectiva 2016! Não do ano em geral, que foi horrível, mas do meu ano de leitura, que foi maravilhoso. Pra quem lembra o post que eu fiz quando cheguei em 100 livros lidos em 2016, esse vídeo segue mais ou menos o mesmo esquema, dando dados e “estatísticas” das minhas leituras. Não sei se isso interessa muita gente, mas eu sou a louca das estatísticas, então foda-se, eu amo hahaha.

O vídeo tem as ~estatísticas~, mas esse post tem as menções honrosas. Como fiz uma lista de menções honrosas do primeiro semestre, aqui vai a lista do segundo semestre de livros que não entraram para os Favoritos de 2016, mas que ainda assim gostei bastante.

O primeiro livro dessa lista é Destinos e Fúrias, que já tem resenha aqui no blog. Os próximos livros são:

Welcome to Night Vale: Você só precisa de uma coisa para apreciar esse livro: conhecimento prévio do podcast Welcome to Night Vale, que deu origem ao livro? Não, a história do livro é desvinculada à do podcast, então todos podem apreciá-la. O que é preciso é disposição para aceitar o estranho, e embarcar na bizarrice do mundo de Night Vale. Esse é um livro que chama a atenção por sua construção de mundo espalhafatosa e divertida, mas que esconde por trás dessas estranhezas uma construção de personagem delicada, e tratamento de temas como relações entre mães e filhos de maneira discreta e sensível.

The Power: Esse livro me interessou por causa da premissa: em um certo dia, garotas adolescentes desenvolvem poderes de eletricidade e passam a conseguir matar homens com um toque. Peguei pela promessa de uma distopia feminista, mas logo no primeiro capítulo percebe-se que The Power será uma leitura bem mais complexa, quando se descobre que é um livro epistolar, ou seja: um livro dentro de um livro, escrito por um homem que vive em um futuro onde as mulheres são o gênero dominante, e esse livro é a tentativa do autor de provar sua teoria de que, séculos atrás, a sociedade era na verdade governado por homens. The Power é um estudo sobre o gênero em si – o que tomamos por “natural da mulher” ou “natural do homem”, e como isso é na verdade uma construção social, e o quão rapidamente esses paradigmas podem mudar -, e também, é, como o título sugere, um estudo sobre o poder – e como o poder corrompe a todos, sem exceção. Uma leitura ótimo que dá ao leitor muito a se pensar – fiz uma resenha sobre  livro aqui (em inglês), e falei um pouco sobre ele no vídeo de Leituras de Outubro.

As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender: Sabe aquele livro que te conquista pela escrita? Então. Ava Lavender tem o que eu mais amo em livro, que é aquele clima de contos de fadas moderno – não só a escrita é mágica, como o livro inteiro é permeado por realismo mágico, enquanto segue a história da família de Ava. Ao mesmo tempo que essa é a história de Ava, essa também é a história de sua mãe, e de sua avó – gerações de mulheres machucadas e traumatizadas, que lidam com seus traumas cada uma de um jeito diferente.

Etta e Otto e Russel e James: Li esse livro na mesma época em que li Ava Lavender, e fiquei igualmente encantada pela escrita. Etta e Otto pode ser lido como uma fábula, mas ao mesmo tempo em que tem um coiote falante e a viagem de uma senhora de 83 anos pelo território do Canadá, também é uma história sobre a guerra e suas consequências. Esse é um livro que consegue ser ao mesmo tempo extremamente íntimo, com o foco nas histórias pessoais de cada personagem, e também expansivo, com uma linha narrativa sobre a guerra, e um pano de fundo da geografia canadense.

Timekeeper: Esse era um dos livros do qual o lançamento eu estava mais ansiosa em 2016, e ele não me decepcionou! Timekeeper é uma história ambientada em uma Londres vitoriana alternativa, onde torres de relógio controlam o tempo – literalmente. O mundo steampunk criado nesse livro é extremamente cativante, assim como seus personagens – Timekeeper tem um dos protagonistas mais carismáticos de 2016 -, e é um dos únicos livros dessa lista que coloca mais foco na narrativa/plot do que na construção de personagem; algo que normalmente não gosto, mas a autora de Timekeeper fez o (quase) impossível de me deixar interessada no mistério principal! Se isso não é o maior elogio que eu poderia dar, não sei o que é. E o melhor de tudo: Timekeeper é o primeiro de uma trilogia, e tem clima de livro introdutório, ou seja, o melhor da história ainda está por vir. Para os interessados, fiz uma resenha sobre o livro aqui (em inglês).

Amora: Eu li muitos poucos livros nacionais em 2016 – algo que pretendo arrumar em 2017 – mas gostei da maioria que li, e gostei principalmente de Amora. Percebe-se rapidamente porque essa antologia de contos ganhou o Jabuti 2016: mistura um estilo de escrita irreverente e extremamente fluido com uma temática ainda relativamente rara em nossa literatura, que é a de mulheres que amam mulheres. Amora tem muitos poucos contos que são sobre romance; ao invés disso, tratam de como essas mulheres passam a aceitar suas identidades, os problemas que passam com familiares e amigos, e as mulheres que tomam como fonte de inspiração e admiração. Também falei um pouco sobre esse livro no meu vídeo de Leituras de Novembro.

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