Dica de Música: Nothing’s Real – Shura

Finalmente!! Finalmente chegooouuu!!! Depois de anos de espera, o primeiro álbum de Shura está finalmente aqui. AMÉM.

Shura soltou seu primeiro single, Touch, em 2014, e imediatamente entrou no radar de muita gente, incluindo o meu. Desde Touch aguardamos o lançamento do álbum; e quando Shura lançou seu mais novo single What’s It Gonna Be? mês passado em preparação para o álbum, a antecipação só aumentou.

Quase fiz um post aqui só sobre esse clipe, porque GENTE QUE CLIPE SENSACIONAL. Mas já que a data de lançamento do álbum já estava chegando, resolvi esperar. Agora vocês não precisarão esperar como eu esperei!

Sério gente, cliquem ali no link ou procurem a Shura no spotify sem medo, porque o álbum não decepcionou. Nothing’s Real solidifica o estilo de Shura, um pop eletrônico super gostosinho com pitadas de disco e transições ótimas. Um álbum perfeito para o verão do hemisfério norte, e para espantar o friozinho daqui.

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Dica de Música: Tiffany – I Just Wanna Dance

Raramente me aventuro pelo kpop hoje em dia – essa era uma obsessão minha de mais jovem, hoje as obsessões são outras haha – mas às vezes vou investigar as músicas e grupos que andam fazendo sucesso agora. Dessa vez foi o solo da Tiffany, e realmente me surpreendi: achei a música muito boa.

I Just Wanna Dance é uma música bem americanizada, um pop bem levinho; me lembra música de praia por algum motivo. É bem gostosa de ouvir, e o refrão fica na cabeça. Sem contar que a Tiffany está maravilhosa nesse clipe, né.

Para minha felicidade, o mini-álbum dela está no spotify, e segue bem a linha de I Just Wanna Dance. A minha favorita do álbum é TALK, mas todas as músicas são boas; só não gostei muito, pra variar, da música lenta obrigatória do álbum. Mas adorei o resto.

Juro que não estava dando nada pra esse solo da Tiffany quando ouvi falar dele, mas ela me fez engolir minhas palavras. Ainda bem, porque estou sempre a procura de um pop gostosinho de se ouvir.

Dica de Música: NAO

Nao é uma cantora indie britânica que mistura música eletrônica, soul, e R&B. Ou seja, faz uma música eletrônica calma mas com ritmo o suficiente para o refrão ficar na cabeça, haha. Já conhecia ela graças à sua colaboração com Mura Masa em Firefly, mas foi com o lançamento de Bad Blood que resolvi procurar mais músicas suas. Bad Blood é incrível, e suas outras músicas não me decepcionaram – Nao é praticamente só o que está tocando no meu spotify durante essas últimas semanas.

O ponto mais forte da Nao é justamente sua voz. Ela tem uma voz incrível, um pouco rouca, dando um tom sexy a tudo que canta; e ao mesmo tempo doce e emocional. Suas letras seguem o mesmo estilo, uma mistura de doce e sexy.

A Nao é uma artista relativamente nova, sem nenhum álbum, apenas dois EPs: February 15 e So Good (ambos ótimos, por sinal). Mas 2016 promete muitas coisas dela: além das parcerias com Mura Masa e Disclosure, ela ainda ficou em terceiro lugar na lista BBC Sound of 2016. Estou na espera de pelo menos um álbum esse ano – e enquanto ele não sai, continuo com Bad Blood, Apple Cherry, e Good Girl no repeat.

Dica de Música: Novos álbuns de Little Mix, Grimes, e Ellie Goulding

colagem

O que aconteceu que metade dos artistas do mundo resolveram lançar música nova essa sexta? Estou no aguardo da outra metade dos artistas do mundo lançarem alguma coisa sexta que vem, ou ficarei chateada.

Me recuso a ouvir Sam Smith, dsclp humanidade, mas além do aguardado álbum do Little Mix, resolvi dar uma chance a Grimes e Ellie Goulding e não saí nem um pouco arrependida. Na verdade até acabei gostando mais do álbum da Grimes do que do Little Mix, oops. Mas falemos de um por um:

GRIMES – ART ANGELgrimes art angel

O que dizer de Art Angel, que mal conheço mas já considero pacas???? Confesso que sempre gostei da Grimes como pessoa, mas a música dela nunca me conquistou. A única música dela que gostava mesmo era Go – justo a música que todo mundo odiou e acabou sendo jogada fora pela cantora junto com todo um álbum não lançado, antes da criação de Art Angel. Aí todo mundo fez o maior alarde quando Scream saiu, e fui animada ouvir, mas de novo: não consegui gostar.

Já estava desistindo da querida, quando justamente vi o que? Que um monte de “fãs” estavam bravos com a Grimes porque aparentemente esse novo álbum era “pop demais” e “nada da Grimes que conhecem de verdade”… imediatamente fui correndo pro Spotify ouvir esse tal álbum, porque nada como reclamação de fã hipster que não aguenta ver artista inovar sua carreira pra me animar. Por isso, muito obrigada fãs bravinhos que acham que a Grimes “se vendeu para a indústria pop”, vocês me apresentaram a um álbum ótimo! Um beijo pra vocês.

Antes de ouvir Art Angels, acabei lendo essa entrevista que apareceu na minha timeline do twitter, que me ajudou a entender melhor o processo da Grimes nesse álbum. É um álbum diferente do seu trabalho antigo porque ela está numa época diferente de sua vida; nada mais justo. Aconselho todos a lerem essa entrevista, nem tanto pela conversa sobre o novo álbum, mas mais porque Grimes diz algumas coisas muito interessantes sobre o jeito que a mídia tem a tratado, e como ela responde a isso. “It’s like my sheer existence is like a political act, I think, to a lot of people. It’s not to me.” Estou um pouquinho apaixonada, acho.

Agora, quanto ao álbum em si: não é nada como Scream, graças a deus, haha. Art Angels, ao invés disso, segue bem o estilo de Flesh Without Blood. Ainda é o estilo característico da Grimes – a sensação de que você está escutando a uma música de fadas continua intacta -, mas com um ritmo mais marcado. O que achei mais interessante foi a letra (ou o que consegui decifrar dela) dessa música; não fui só eu que senti que a Grimes está falando diretamente com esses “fãs” que a criticam por “virar pop”, né? “Got a doll that looks just like you“, “You never liked me anyway“, “It’s nice that you say you like me / but only conditionally“… e, principalmente, o refrão: “And you had every chance / You destroy everything that you know / If you don’t leave me / Just let me go”. Ela está sendo bem clara para mim: se vocês fãs não gostam da minha nova música, simplesmente parem de ser fãs e me deixem em paz. Com uma música dessa como primeiro single, a mensagem está clara, galera. Agora parem de encher o saco da Grimes.

Além de Flesh Without Blood, também amei California – que novamente pode estar falando com os fãs: “California / You only like me when you think I’m looking sad / California / I didn’t think you’d end up treating me so bad” – e Venus Fly, um dueto com JANELLE MONAE meu deus quase tive um treco quando vi aquele feat. Janelle Monae na tracklist. Só podia ter dado certo, e essa música é uma das mais fortes do álbum. Kill v. Man também é ótima, e estou feliz por essa já ter sido escolhida como próximo single. O álbum fecha com Butterfly, uma música que começa com um ritmo leve e bonitinho, que aumenta e fica mais pesada no refrão, até o final: “If you’re looking for a dream girl / I’ll never be your dream girl“.

Ao todo, esse é um álbum super sólido e congruente. Nenhuma música parece fora do lugar, e a atenção e cuidado com a produção é óbvio. Não sei vocês, mas eu certamente aceito essa nova fase da Grimes.

LITTLE MIX – GET WEIRD
little mix get weird

Acho que esse álbum sofreu um pouco de ter sido ouvido logo depois de Grimes… passar de Butterfly pra Black Magic é um choque e tanto, haha. Acho que preciso ouvi-lo mais algumas vezes para ter uma opinião mais formada sobre o álbum em geral. Preciso confessar que estava com um pé atrás sobre esse álbum, porque não gostei muito nem de Black Magic, nem de Love me Like You. Mas agora ouvindo-as junto com o resto de Get Weird, posso entender porque as escolheram como singles. Gosto mais delas agora.

Mesmo assim, as melhores músicas para mim são as do meio do álbum. De Hair (faixa #5) até A.D.I.D.A.S. (faixa #10) , é um bate cabelo depois do outro… exceto por I Love You, é claro, que está super deslocado ali no meio. OMG é especialmente boa, agora mesmo estou ouvindo-a e não consigo não dançar junto. As baladas me decepcionaram um pouco, mas o fato de que Secret Love Song Pt. II existe já é o suficiente para eu perdoar essas outras baladas perdidas no álbum (oi de novo, I Love You). Simplesmente maravilhosa.

Nesse álbum Little Mix segue o estilo delas já estabelecido, de batidas fortes e uma pegada meio funky. A diferença de Get Weird para os outros dois álbuns, na minha opinião, é que aqui todas as músicas valorizam os vocais delas. Não tem uma música aqui em que não tenha pelo menos um momento dedicado aos vocais ou harmonizações das meninas. As acapellas delas são uma das principais razões de eu ouvir Little Mix; e mesmo quando não tenha nada como Boy (obra prima de 2013, amém) nesse álbum (apesar de The End chegar perto), o foco nos vocais apenas aumentou, e espero que continue assim no futuro.

ELLIE GOULDING – DELIRIUM
ellie goulding delirium

Tenho uma coisa bizarra para dizer: apesar da Ellie Goulding fazer sucesso desde meados de 2011, eu…. acho que nunca ouvi uma música dela. Ou talvez tenha ouvido, mas não sabia que era dela, e aí esqueci? Não fazia nem ideia de como era a voz dela até hoje de manhã. Eu sei que parece impossível, mas em minha defesa eu quase não escuto rádio, ok. Sou a primeira a afirmar que realmente não sei nada sobre ela.

Foi durante esses últimos dias que decide que precisava pelo menos ouvir alguma coisa da Ellie Goulding, depois que a notícia de que Years & Years seria o opening act da sua turnê americana saiu. Aí vi que ela estaria lançando um álbum essa sexta, e percebi a oportunidade perfeita. Logo, estou ouvindo esse álbum como uma completa viajante de primeira viagem: não sei nada sobre seu trabalho anterior.

A única coisa de que eu tinha uma vaga noção é que a Ellie tinha uma pegada meio electropop, assim como Years & Years. Então quando Intro (Delirium) começou, fiquei intrigada: essa intro meio mórbida não era o que esperava. Mas quando ela fez uma transição perfeita para Aftertaste, tudo entrou nos eixos. A pegada electropop está lá (apesar de não tanto quanto esperava), mas também está a aura quase mágica da Intro. Há momentos do álbum que são quase eufóricos. Delirium é realmente o nome perfeito para ele.

Todas as faixas seguem uma a outra muito bem. Todas as músicas combinam bem uma com a outra, formando um só álbum muito coeso. É claro, o lado ruim disso é que às vezes as música podem parecer a mesma música uma depois da outra. Há momentos em que a voz da Ellie Goulding também se mistura demais com o instrumental, parecendo mais uma parte da música de fundo, não o foco principal. Mas isso só acontece em algumas faixas, e é logo seguida por músicas que focam nos vocais, como Army.

Se tivesse que escolher um top 3 das música do álbum, estaria entre Holding On For LifeDon’t Need Nobody, e I Do What I Love. Mas acho que preciso ouvir esse álbum mais algumas vezes para poder escolher minhas músicas favoritas. Como já disse, é um álbum incrivelmente coeso. Mas já posso dizer que realmente gostei do estilo da Ellie Goulding; o hype é justificado!

Com esses três álbuns lançados hoje, entre muitos outros (aparentemente Sara Bareilles também lançou coisa nova? GENTE), com certeza música para seu fim-de-semana é que não vai faltar. Estejam preparados com seus fones de ouvido!

Dica de Música: Misterwives

Fim do ano chegando (já???) e pra variar estou cheia de trabalho da faculdade pra fazer, que não estou fazendo. Ao invés de cumprir minhas obrigações, perco meu tempo no youtube/spotify; pode não ser muito bom para minha vida acadêmica, mas é ótimo para o meu itunes. Dessa vez, descobri uma banda que vem diretamente de Nova York para o meu coração: Misterwives.

Primeiro preciso falar desse nome: Misterwives é um jogo de palavras com “sisterwives”, o nome que davam para as várias esposas de homens mormons. Mas como essa banda é composta de uma garota e um bando de ómi, fizeram esse trocadilho. Amei, achei o máximo, nome mais legal de banda que vejo em tempos.

Misterwives tem o tipo de indie pop que você espera de um banda composta por vegetarianos que se vestem como hispters – um dos membros da banda está sempre vestido de camisa social com estampas divertidas/coloridas e gravata borboleta, simpatizei muito. Além dos tradicionais baixo, guitarra e bateria, a banda ainda tem um saxofonista e um “multi-instrumentalista”: o querido das gravatas borboletas toca teclado, trompete, e acordeão. Juntando tudo isso está a voz de Mandy Lee, que, admito, não é para todos, mas pessoalmente gosto bastante. A voz dela me lembra uma versão um pouco mais pop de Florence, com um pouco de Cindy Lauper. Falando nisso, a banda já fez um cover de Girls Just Wanna Have Fun.

O que mais me atraiu nessa banda foi como eles parecem que estão sempre se divertindo. Desde as apresentações ao vivo até os vídeos oficiais para Our Own House e Reflections, eles nunca se levam muito a sério. Os shows deles têm direito a dancinha coreografada, Mandy decidindo tocar bateria, e até uma mini dance battle entre o saxofonista e guitarrista. Dá para notar em certos momentos que Mandy está sem fôlego, ou sua voz não sai perfeita; mas é porque ela está correndo, pulando, e dançando no palco. Acho uma delícia ver que a banda está amando a música que está tocando tanto quanto a platéia está amando ouvi-la.

O primeiro álbum do grupo, Our Own House, foi lançado em fevereiro desse ano. Além de Our Own House e Reflections, adoro Hurricane, Vagabond, e Queens. Misterwives foram em tour com Twenty One Pilots por um tempo, e agora saíram em seu próprio tour pelos Estados Unidos para promover o álbum. Só espero que no meio dessa correria eles achem um tempinho para fazer mais “entrevistas” iguais a esse vídeo que fizeram com a Hannah Hart – sim, aquela Hannah Hart do youtube. Que outra banda faria vídeo de tag com youtuber??? Inigualáveis.

Dica de Música: Foxes

Prometo que a dica de hoje não é só pelo nome! Admito que foi justamente o nome que me chamou atenção e me fez procurar mais sobre essa artista, mas o que realmente me cativou foi sua música. Uma artista ao nível do nome. 😉

Você acha que não conhece a Foxes (nome verdadeiro Louisa Rose Allen)? Aposto que conhece, só não sabe que conhece… pois é justamente ela a cantora de Clarity, aquela música que estava tocando em todos os lugares em 2013. Admito que prefiro a versão acústica/piano, mas a original também é muito boa.

Com o boom de Clarity, Foxes logo começou a trabalhar no seu primeiro álbum, Glorious, lançado em 2014. O single principal do álbum foi Youth – outra música que já ouvi bastante antes de saber de quem era. Na verdade todas as escolhas de singles dela foram ótimas, primeira vez que quase todas minhas músicas favoritas ganham vídeo. Youth, Holding Onto Heaven, Let Go For Tonight, Echo…. só faltou um vídeo de Beauty Queen pra completar. Mas é claro, meu vídeo e música favorita é Glorious, que dá nome ao álbum. O último refrão dessa música me dá calafrios não importa o quanto escute. Linda demais.

Já conhecia Foxes a algum tempo, mas resolvi falar dela agora porque ela finalmente começou a lançar músicas novas. Achei Body Talk meio sem graça, mas Feet Don’t Fail Me Now e Better Love são lindas, e mal posso esperar pelo álbum novo dela.

E como se fazer música ótima não bastante, ela é uma fofa no twitter. Não poderia haver uma cantora melhor para ter o nome do meu animal favorito, haha.

Dica de Música: Halsey

Ia esperar até o dia do lançamento do álbum da Halsey – 28 de agosto – para falar dela, mas já que vazaram Badlands no começo da semana e é só o que estou ouvindo, não pude me conter. Então: vocês conhecem a Halsey?

A Halsey (nome verdadeiro: Ashley; idade: nascida em 1994) é uma cantora que era famosinha na internet e conseguiu um contrato com uma empresa “oficial” quando postou sua música Ghost no Soundcloud. Ela lançou seu primeiro EP, Room 93, em 2014, e agora em 2015 está finalmente lançamento seu primeiro álbum, Badlands.

Na verdade, quando escutei Ghost (versão Room 93) pela primeira vez, não gostei. Foi mais tarde, quando assisti esse vídeo de Hold Me Down (até hoje minha música favorita dela) que resolvi dar mais uma chance a ela. A nova versão de Ghost já tinha saído, e aí sim me interessei e fui procurar mais dela.

O álbum Badlands segue bem a linha das músicas já lançadas; é um álbum bastante consistente e conciso, deixando claro que Halsey pensou bastante não apenas em que músicas colocar no álbum, mas também em que ordem. Além de Ghost, Hurricane, e Hold me Down, minhas favoritas são ColorsControl, e Gasoline.  Ah, e é claro, seu cover de I Walk the Line, originalmente de Johnny Cash, que encerra a versão deluxe de Badlands.

(Como podem ver, não achei vídeo para todas as músicas – o álbum só será lançado dia 28. Mas para os espertos, se procurarem na internet garanto que conseguem achar o álbum inteiro para baixar. shhh.)

Eu sei que algumas pessoas não gostam da Halsey – ou gostam da música, mas não gostem de sua personalidade – porque a consideram muito pretensiosa, ou try-hard. Assistam/leiam qualquer entrevista em que perguntam sobre seu álbum, que ela ficará cinco minutos explicando tintin por tintin sobre seu processo criativo. Isso pode ser considerado pretensioso? Não sei, mas sendo ou não, não acho que isso seja algo ruim. Ver uma artista feminina tão nova se expressar tão eloquentemente sobre as músicas que ela mesmo criou, ela mesmo escreveu – deveria ser algo inspirador, não o contrário. Sei que mal posso esperar para ouvir suas próximas criações.