Dois dias em Búzios

Antes de começar esse post propriamente, só queria comentar sobre a tragédia que aconteceu na manhã em que saímos para essa viagem: acordando às cinco da manhã, logo morrendo de sono, fui arrumar minha câmera dslr antes de sair e….. derrubei a lente no chão feito uma imbecil, e quebrei o vidro. Agora eu sei que na verdade o que eu quebrei foi a lente do filtro, e não a lente da câmera em si (BRIGADA DEUS sou muito sortuda), mas na hora pensei que tinha quebrado tudo mesmo, e deixei a câmera em casa. Por isso não me preocupei em tirar muitas fotos em Búzios haha.

Mas agora sim, à viagem em si!

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Com janeiro acabando e fevereiro começando, decidimos passar um fim de semana (chegando sexta a tarde, indo embora segunda de manhã) na praia antes de voltarmos à loucura de faculdade e trabalho e etc. E na hora de escolher a que praia iríamos exatamente, na mesma hora sugeri Búzios.

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Essa foi minha segunda visita a Búzios; a primeira vez foi só uma visita de um dia, em que não deu para explorar a cidade por muito tempo, mas onde mesmo assim acabei me apaixonando pelo lugar. Decidi voltar por um fim de semana para ver se, conhecendo mais a cidade, continuaria apaixonada, e agora posso dizer com certeza: Búzios é uma das minhas cidades praianas favoritas. E não só isso, como também algo muito raro: é uma cidade praiana à qual voltaria, mesmo depois de duas visitas.

Primeiro, as praias: obviamente, todas maravilhosas. A mais bonita, na minha opinião, é a Azedinha. Não sei nem o que dizer sobre ela, as fotos falam por si só:

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A minha praia favorita, porém, foi a João Fernandes. Quase tão bonita quanto a anterior, e com bem mais infra-estrutura. Ao invés barracas de comida ou quiosques, a praia é beirada por restaurantes: assim, além do guarda-sol e cadeiras, você tem a opção de ficar em uma mesa “de verdade”, com wifi,  enquanto observa o mar. Melhor dos dois mundos.

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Fechando meu top 3 vem Geribá. Não tão bonita quando as anteriores, mas ainda linda, e com um mar mais forte, logo perfeita para surfistas e pessoas que gostam de esportes do tipo. O que mais tinha lá era gente andando com prancha debaixo do braço; passamos uns bons momentos apenas observando as pessoas surfarem (ou tentarem né, com um tombo depois do outro).

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O fator decisivo para que eu goste de viagens à praia é que a cidade não seja a praia. E Búzios passa esse teste. A Rua das Pedras é o ponto comercial principal da cidade – principalmente para turistas em cruzeiros – mas toda aquela área está cheia de lojinhas interessantes. Recomendo muitíssimo sair da rua principal e explorar o resto do Centro da cidade.

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Agora, para recomendações rápidas de comida, porque esses três lugares me impressionaram tanto que preciso compartilhar:

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SUKÃO: Perto do porto de Búzios, é uma lanchonete especializada em, como o nome diz, sucos. Não experimentei os lanches deles, mas posso dizer com convicção que os sucos e o açaí são maravilhosos. O atendimento é um pouquinho demorado, mas vale super a pena.

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MARIA MARIA: Existe algum bolo que não seja bom nesse lugar? Comemos aqui em todos os dias da viagem, experimentando um bolo diferente em cada dia, e amamos todos. Lembro de amar esse lugar na primeira vez que visitei Búzios, e pensei que era mais um caso da minha memória exagerar a realidade – não é possível um bolo ser tão bom assim – mas não era nada de exagero. Minha maior tristeza é que Maria Maria não esteja em São Paulo, porque já estou com saudade desses bolos.

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BUDA BEACH: Um restaurante e bar com vista para o mar, perfeito para um jantar ou drinks ao por-do-sol. A atmosfera do lugar é incrível, todo decorado com temas orientais, e a comida não fica atrás. Pedi a picanha, e minha irmã pediu o fettuccine de quatro queijos, e ambos estavam uma delícia.

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Miami: Villa Vizcaya Museum and Gardens

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Vizcaya foi com certeza meu lugar favorito de visitar em Miami. Villa Vizcaya é uma daquelas mansões de milionários (nesse caso, James Deering) que, após a morte do dono, viraram museu. É um lugar incrível, que já começa impressionante na entrada: o visitante é recebido por uma mata densa, estátuas gregas, e – finalmente – uma magnífica mansão branca.

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É proibido tirar fotos dentro da mansão, o que é uma pena, pois o interior é maravilhoso. Todos os ambientes da mansão estão preservados com a decoração de James Deering; ou melhor, a decoração paga por ele, pois contratou o equivalente a um “designer de interiores” da época para mobiliar sua mansão. James Deering, como todo milionário que se preze, tinha decorações mirabolantes para todos os seus quartos; cada um com um tema, seja grego, barroco, renascentista, etc. Além de decoração, ele também buscou instalar em sua mansão todas as novidades tecnológicas da época, como o primeiro telefone de Miami, e um elevador.

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Apesar de ser triste o fato do interior não poder ser fotografado, a mansão não é o único atrativo de Vizcaya – que, afinal de contas, se chama Vizcaya Museum and Gardens. Vizcaya tem aproximadamente 10 acres de jardins (de 50 acres no total, grande parte dele floresta), cuidadosamente arquitetados com fontes, estátuas, e até uma pequena capela.

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No fundo da propriedade está provavelmente minha parte favorita da mansão inteira: a parte da mansão que dá para o mar. O fundo da Mansão não é uma parede, mas sim um grande painel de vidro; e a sensação de estar andando pelos quartos e de repente dar de cara com a barcaça ancorada no mar, apenas a alguns metros de você está, é indescritível.

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O exterior de Vizcaya é separado por jardins – jardim italiano, francês, etc -, todos interligados, e cheios de detalhes. Você pode passar horas andando pelos jardins sem se cansar de todos os detalhes (o que, de fato, foi o que fiz).

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No exterior da Mansão ainda há um café, caso os visitantes percam noção do tempo e acabem passando do horário do almoço (de novo, o que aconteceu comigo!).

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Eu e minha irmã saímos de lá brincando que a partir daquele dia, essa mansão seria nossa nova casa – e continuamos dizendo isso até hoje. Realmente nos apaixonamos pelo lugar. Seriamente consideraria voltar para Miami só para visitar Vizcaya mais uma vez!

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Vizcaya está cobrando 18 dólares por adulto como entrada. Para saber mais sobre o Museu, clique aqui. Para ver mais fotos que tirei durante essa visita, clique aqui.

Guia de Compras: Orlando

Mesmo com a crise econômica e o dólar onde está, eu sei que a maioria de vocês que irão para Orlando não resistirão às compras… eu sei que eu não resisti! Comprar sem se endividar pelo resto da vida é possível, só é necessário um pouco de planejamento antes. O mais importante é saber que lojas você irá visitar em sua viagem, e como elas funcionam.

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Premium Outlets

Há dois Premium Outlets principais em Orlando, que se localizam nos arredores da cidade: Orlando International Premium Outlet, e Orlando Vineland Premium Outlet. Antes de ir a qualquer um deles, é importante primeiro entrar no site do Premium Outlets e fazer seu cadastro, para que tenha acesso aos cupons de desconto. Além do booklet geral de descontos, há ainda certos descontos disponíveis para cada outlet em específico. Assim, além dos descontos que já estão na loja, você ainda terá um desconto adicional.

Além de conseguir descontos adicionais, o site também é útil para ver que lojas cada Outlet tem, e quais as lojas em que você está interessado. É bom criar um “plano de ataque”, pois se simplesmente entrar no Outlet sem nenhum plano em mente, você pode ficar o dia inteiro perambulando e mesmo assim não conseguirá entrar em todas lojas. O lugar é realmente bem grande.

O grande problema para nós brasileiros atualmente é o dólar. Quando o dólar estava por volta dos 2 reais, todos os preços dos Outlets valiam a pena. Mas agora com o dólar por volta dos 4 reais, não é toda loja que irá estar mais barata lá do que no Brasil depois da conversão para reais. Se está interessado em economizar dinheiro, tente pesquisar o preços das coisas que quer aqui no Brasil antes da viagem, para saber se as compras internacionais irão valer a pena ou não.

Pessoalmente, as lojas em que mais valeu a pena comprar foram quatro: Forever 21 e Victoria’s Secret têm preços que valem mais a pena quando comparados ao Brasil. Charlotte Russe não apenas é barata e com diversos tipos de promoções, como também tem calças jeans incríveis.  Ann Taylor tem basicamente o mesmo preço de roupas brasileiras, mas tem uma seleção de roupas bastante estilosa e diferente.

Para quem gosta de maquiagem, não esqueça de dar uma passada na The Cosmetic Company Store, que vende maquiagens de marca por preços menores – não é certeza que eles tenham o produto exato que você quer, mas se tiver, com certeza sairá mais barato.

Em compensação, Lacoste, Adidas, e Levi’s acabaram todas saindo mais caras nos Estados Unidos do que no Brasil.

Há vários quiosques espalhados por todos os corredores dos Outlets, e os vendedores tentarão de tudo para fazer você parar por “só um minutinho”. Há vários brasileiros trabalhando nessas lojas, e os vendedores que não são brasileiros conseguem como que por mágica detectar brasileiros andando pelos corredores. Dos quiosques, o único que realmente me chamou a atenção foi a Prédiré, que realmente estava oferecendo descontos muito bons em seus produtos. Uma máscara facial que normalmente custa 200 dólares, por exemplo, estava a venda por 80 dólares. E se você conseguir uma vendedora brasileira, ela talvez ainda te dê alguns descontos extras em cima desse preço incrível.

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Florida Mall

Sendo o grande shopping de Orlando, localizando bem no centro da cidade, o Florida Mall tem a maioria das marcas dos Outlets – ou pelo menos as marcas mais conhecidas – e ainda outras lojas como The Body Shop, Sephora, e Lush. A maioria dessas lojas estarão oferecendo descontos, os mesmos descontos encontrados nos Outlets. Logo, talvez seja mais prático ir direto para cá. Porém, o Florida Mall não tem o booklet e cupons de descontos extras que os Outlets tem. É preciso, portanto, uma pesquisa anterior para que você possa decidir qual local vale mais a pena.

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ROSS (TJ Maxx e Marshalls)

A ROSS e outras lojas parecidas, como TJ Maxx e Marshalls, são as lojas de ponta de estoque mais baratas da cidade, mais baratas que qualquer Premium Outlet ou shopping. Porém, também têm seus pontos negativos: primeiro, os produtos são misturados e espalhados por toda a loja; é uma grande bagunça, e você precisará realmente procurar para conseguir achar algo. Segundo, é uma loja de ponta de estoque, ou seja, não há garantias de que você encontrará o que quer, pois os produtos mudam de dia a dia. Por exemplo, quando eu e minha família fomos, meus pais se esbaldaram na seção de roupas; mas eu e minha irmã não conseguimos achar praticamente nada.

Além de roupas, a ROSS também vende sapatos, bolsas, roupas íntimas, alguns produtos de beleza, e até alguns eletrônicos. Realmente vale a pena passar por todas as categorias da loja, porque nunca se sabe o que você pode achar. Enquanto não consegui encontrar quase nenhuma roupa que gostei, achei vários sapatos e bolsas que amei, e todos por preços muito bons.

Há várias lojas ROSS espalhadas pela cidade. Você precisa apenas digitar o nome da loja em seu gps ou google maps e com certeza achará uma loja perto (ou o que é considerado perto em Orlando, ou seja, por volta de uns vinte minutos de carro) do seu hotel.

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ULTA

Quando se trata de maquiagem, visitar a Ulta foi a melhor dica que recebi antes de ir para Orlando. Apesar de Orlando ter suas Sephoras, em sua maioria elas são bem pequenas – mesmo a Sephora do Florida Mall é basicamente metade das Sephoras a que estamos acostumados em São Paulo – então ter mais de um opção de loja de cosméticos é uma boa ideia. Além da logística, vale a pena passar na Ulta porque ela oferece uma mistura de marcas de grife (encontradas na Sephora) e marcas mais baratas (encontradas em farmácias) todas em um mesmo lugar. É uma loja muito prática.

Não se esqueça de entrar no site da loja para ver quais unidades da Ulta estão mais perto de você, que marcas oferecem em cada loja, e também oportunidades de descontos.

Artegon Marketplace

 

Gods & Monsters (Artegon Marketplace)

O paraíso dos geeks em Orlando! Gods & Monsters é uma loja enorme dedicada apenas a quadrinhos, livros de fantasia e ficção científica, funkos, e qualquer coisa associada ao mundo geek. Além disso, a loja ainda tem um local reservado para sentar, e uma estante de jogos de tabuleiro livres para qualquer pessoa usar – ou seja, lugar perfeito para gastar algumas horas com seus amigos.

Gods & Monsters está dentro do Artegon Marketplace, uma espécie de shopping/centro comercial. Mesmo para as pessoas que não se interessam por comics, eu recomendaria uma passeio pelo Artegon apenas para ver as várias lojas artesanais espalhadas pelo local, vendendo pinturas, acessórios, e diversos outros objetos feitos pelo próprio vendedor.

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Barnes & Noble

Essa indicação parece meio inútil, porque, se você gosta de livros, Barnes & Nobles é a loja mais óbvia para se visitar, certo? Mas quando estava em Orlando esqueci de dar uma passada na B&N até o último dia, então esse é seu lembrete para não fazer o mesmo. É sempre divertido andar por uma livraria de outro país; há vários livros (principalmente os na lista de bestsellers) que são os menos daqui, é claro, mas também há diversos livros diferentes que você só encontrará lá.

Novamente, há diversos B&N espalhados por Orlando. Você achar o mais próximo a você procurando no gps/google maps.

Essas foram todas as lojas por que passei enquanto estava em Orlando. Não fiz questão de falar sobre alguma loja de presentes/produtos Disney porque você pode encontrar uma ou mais lojas dessas em toda esquina da cidade. O foco principal da minha viagem a Orlando não foi compras, mas mesmo assim consegui achar várias coisas legais por preços bons. Espero que esse pequeno guia te ajude em sua viagem!

Como economizar dinheiro em roupas para viagens à países frios

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Fim de ano está chegando! Férias! Natal! Ano Novo! E viagens, é claro. Com a crise econômica, e o dólar onde está, nem todos os planos de viagem serão concretizados; mas eu sei de muita gente que mesmo assim vai tentar dar um jeitinho de viajar para os Estados Unidos ou outro país do hemisfério norte, e experimentar o Natal Branco. Porém, junto com a beleza do Natal no norte, vem algo com que nós brasileiros não estamos muito acostumados: inverno de verdade, com temperaturas abaixo de zero.

Eu mesma procurei todo tipo de dica antes de me aventurar na média de -15ºC de Chicago em fevereiro; algumas coisas ajudaram, outras só fiquei sabendo experimentando aquele inverno em primeira mão. Cheguei em Chicago achando que teria que comprar milhares de roupas próprias para o inverno de lá…. apenas para perceber que, na verdade, é perfeitamente possível viver só com o guarda-roupa que trouxe do Brasil. Tudo depende do quão preparada você está.

Primeiro, pesquise sobre o clima do país para onde vai. Parece uma dica meio óbvia, mas não custa lembrar, pois essa é a parte mais importante dos seus preparativos pré-viagem. Entre em qualquer site de previsão do tempo (normalmente uso weather.com), e veja a previsão do tempo para os dias da viagem, e a média esperada para aquele mês. O inverno da Califórnia é extremamente diferente do inverno de Chicago, e você precisará fazer sua mala de um jeito diferente para cada um desses lugares. Além da temperatura, tenha certeza de checar outras coisas também: neva bastante nesse lugar? Tem bastante vento? E chuva? Tudo isso é importante.

Chicago Water Tower 0051

Além do clima em si, pense também no que exatamente você vai fazer nesse lugar. Vai passar grande parte do seu tempo ao ar livre, ou dentro de prédios/casas/shoppings? Todas as residências nesses países nórdicos têm aquecimento interno, por volta dos 20ºC. Isso é bem diferente de ficar o dia inteiro fora, andando em um clima de -10ºC, enquanto está nevando.

Se pretende praticar algum esporte na neve, não tem outro jeito: vai ter que comprar roupas específicas para isso. Agora, se pretende apenas andar pela cidade, ou passar a maior parte do dia dentro de museus ou restaurantes, é possível sobreviver com o guarda-roupa trazido de casa. O grande segredo está em se vestir em camadas.

Para a temperatura entre -10ºC e -20ºC que peguei em Chicago, me vesti em cinco camadas. Não simplesmente pegue as cinco blusas mais grossas do seu guarda-roupa e as vista todas de uma vez; além de, uh, ser impossível de vestir todas elas um por cima da outra, esse bolo não vai adiantar muito. Deve-se começar por blusas finas: primeiro uma regata ou camiseta de manga curta, depois uma camiseta de manga comprida mais fina. Essas duas primeiras camadas irão servir para manter seu corpo isolado da umidade; por isso é recomendado que não sejam de materiais que demorem para secar, como algodão. A partir da terceira camada que a proteção para o frio em si começa, com, por exemplo, uma blusa grossa de lã. As duas últimas camadas devem ser casacos: um mais fino, como um cardigã de lã, daqueles que usamos nos dias mais friozinhos de outono; e, agora sim, a quinta e última camada deve ser o casaco de frio mais grosso que tem no seu armário. De preferência deve ser longo: o quanto mais de proteção contra o vento e frio na parte das pernas, melhor.

É claro, há diferenças entre os casacos longos de frios que temos aqui no Brasil e os que se vendem lá fora. É possível achar casacos bastante grossos aqui – a Zara em especial tem bastante desses -, mas a grande diferença dos casacos internacionais é o fato de serem construídos com duas camadas. É como se fosse não um, mas dois casacos: um interno, de material fofo e quentinho, e outro externo, resistente ao vento, chuva, e neve. Com esses casacos comprados no exterior, as cinco camadas de roupa obviamente não serão necessárias. Mas será preciso separar uma parte do seu orçamento de viagem só para isso, que poderia ser gasto em outras coisas.

inverno 7

Se precisar comprar apenas uma roupa para o frio, recomendaria esquecer dos grandes casacos e ir, ao invés disso, para a seção de roupas termais. É claro, roupas termais não dão o aspecto fashion e luxuoso dos casacos lindos que todos queremos no inverno; mas para resistir ao frio congelante, é a etapa mais importante. Ela irá isolar seu corpo contra não só o frio, mas também a umidade; e quando você experimenta um frio de -20ºC, escapar do frio é tudo que importa. Você esquece todos os seus planos de parecer bonita e estilosa, e só quer mesmo ficar quente. As roupas termais também custam menos que casacos, e podem ser encontrados em qualquer loja de roupas dos países nórdicos: nos Estados Unidos em especial, a Sears tem uma boa opção de termais por um preço mais barato.

Para um frio maior que -20ºC, roupas termais – tanto na parte de cima quanto na parte de baixo – são essenciais. Mas até os -20ºC, você consegue passar só com as roupas brasileiras sem muitos problemas. Mesmo nos dias mais frios, consegui passar o dia andando pela cidade sem muitas paradas no Dunkin’ Donuts para mais um chocolate quente (que por sinal são a oitava maravilha do mundo. sdds chocolate quente do Dunkin’ Donuts). Da cintura para cima, em nenhum momento senti frio. Quanto às pernas, porém, a situação foi um pouco diferente.

Passei minha semana em Chicago usando duas meia-calças por baixo da calça jeans e não congelei, mas senti sim um pouquinho de frio – nada que não sentisse aqui no Brasil usando só um jeans, ou só uma meia-calça fina. É claro, estaria mais confortável se tivesse comprado uma legging termal, ou uma meia-calça grossa e forrada por dentro  – essas meia-calças são vendidas em qualquer loja por lá. Mas se você, como eu, não quiser gastar dinheiro nisso, tenha certeza que as meia-calças que está levando são grossas. Bem grossas. Levei uma de fio 100, e outra de fio 80. Qualquer coisa mais fina que isso poderá te causar problemas.

Como podem ver, se você quiser, pode passar por um frio de até -20ºC sem comprar casacos ou calças. Porém, há coisas que não há muito jeito de escapar: cachecóis, luvas, e chapéus. Para um frio de até -10ºC, é possível usar os acessórios brasileiros. Mas para temperaturas menores, infelizmente os nossos cachecóis, luvas, e chapéus são muito finos. Isso é especialmente importante para lugares que ventam muito, como Chicago. Quando estava lá, meu maior problema não foi com o frio em si, mas com o vento congelante que chegava a machucar meu rosto. Precisei imediatamente comprar um cachecol grosso e largo, que pudesse esconder parte do meu rosto nele, ou senti que perderia meu nariz (óbvio exagero, é claro, mas é essa mesma a sensação).

Outra extremidade muito importante de manter aquecida: as orelhas. Essas seriamente pensei que iriam cair, elas doíam tanto. Dependendo do frio, há diferentes tipos de chapéus que você pode usar: para um frio “leve” de até -5ºC ou -10ºC, um gorro fino já faz um bom trabalho. Se não gosta de usar gorros, aquecedores de orelha são as melhores invenções da humanidade: não deixam suas orelhas congelarem (que é o objeto de chapéus nesse frio “leve”), e ainda te deixam bonitinha e sem arruinar o penteado. Têm meu selo de aprovação.

Agora, para um frio perto de -20ºC, sinto dizer que nada além de um trapper hat – “chapéu de caçador” – irá te manter quente. Eu sei, esses chapéus parecem tão feios….. mas todo mundo estará usando alguma coisa parecida, então pelo menos você não vai estar passando vergonha sozinha. Lembre-se, nesse frio congelante ninguém liga para o quão estilosa você é; o importante é não morrer de frio. E dependendo do estilo, alguns trapper hats são até que bonitinhos. Ou pelo menos não tão feios.

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Eu no Bean de Chicago. Obviamente minha roupa estava mais voltada para me manter aquecida do que para a última moda.

Uma dica para luvas: compre luvas “touchscreen”. Ou seja, luvas que te deixem usar o celular sem precisar retirá-las. Isso é algo importante: em uma viagem, você estará usando seu celular toda hora, seja para usar o gps/google maps, para tirar fotos, ou mandar mensagens. Agora imagine ter que tirar a luva toda hora que precisar usar o celular, mesmo que só para ver a hora. Em um frio de -20ºC, até esses pequenos detalhes acabam de tornando importantes. Luvas “touchscreen” podem ser encontradas em qualquer loja ou farmácia; normalmente são as que têm as pontas dos dedos de cores diferentes do resto da luva.

A última dica importante é quanto a calçados. Tenha certeza que sua bota seja impermeável, ou pelo menos que tenha uma sola firme. Há grandes chances de que, mesmo que não esteja nevando, você tenha que andar por caminhos com restos de neve, ou restos de gelo. A última coisa que alguém quer é escorregar e torcer o pé em uma viagem internacional. As meias também são importantes: mesmo usando duas meias grossas dentro das duas meia-calças já descritas anteriormente, ainda assim a parte do corpo em que mais senti frio foi nos pés. Comprar uma meia com forro duplo talvez seja uma boa ideia. Se quiser ir além disso, as lojas de países com invernos rigorosos também vendem foot warmers: insoles para colocar dentro da bota, que esquentam os pés.

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Uma pergunta que tinha antes de viajar era: é possível usar vestidos/saias em um frio desses? Após experimentar esse tipo de frio, digo que é possível, mas com meia-calças bem grossas. Se o frio for mais ameno, por volta de até -5C, usar um vestido/saia só com as duas meia-calças que levei é possível. Foi o que fiz no meu dia mais “quente” de viagem. Se for um frio mais rigoroso, ainda é possível, mas ou com uma terceira meia-calça sobre as outras duas, ou com meia-calças forradas. O fato é que calças jeans são geladas; uma meia-calça forrada faz um trabalho melhor em esquentar as pernas do que um jeans. O problema só é colocar a meia-calça por cima de já outras duas meia-calças… é preciso de um pouco de malabarismo, bom equilíbrio, e delicadeza o suficiente para não acabar rasgando a meia-calça ao puxá-la para cima.

É claro, você também verá mulheres usando vestidos e saias com apenas uma meia-calça fina, ou até sem nada para proteger as pernas, enquanto você se sente um verdadeiro marshmallow com todas as suas camadas de roupas. Mas lembre-se que essas são pessoas nascidas e criadas nesse inverno: têm uma resistência ao frio rigoroso que nós não temos. É necessária uma adaptação para viver em um frio de -20ºC, mas não se desespere: os seres humanos são seres adaptáveis. Mesmo em uma rápida viagem de uma semana, você começará a notar que sua resistência ao frio mudará. Daqui a pouco vai até estar saindo sem nenhum chapéu e sem sentir que suas orelhas estão prestes a cair. 😉

Orlando: Epcot

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Espero que estejam preparados para muitas fotos, porque esse post tem MUITAS FOTOS. Esse é um resume de Epcot: o ponto principal do parque não são os brinquedos, mas sim o cenário e atmosfera.

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Epcot é divido em duas partes: a dos brinquedos, por onde você entra, e o World Showcase, com os pavilhões de diversos países. A maioria dos brinquedos do parque são divertidinhos mas calmos, sem muita adrenalina. Exceto, é claro, por um: Mission Space. Se você se enjoa facilmente talvez seja melhor pular esse brinquedo – ou escolher o modo “iniciante” ao invés do “aventura” -, porque a pressão da nave imitando uma nave espacial de verdade é bem forte.

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Tampa Bay

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No quinto dia da viagem decidimos dar uma pausa nos parques e compras, e visitar alguma cidade vizinha. Tampa não só era uma cidade perto de Orlando, como também tínhamos um outro motivo para visitar a cidade: eu e minha irmão somos fãs de hockey, e Tampa é a casa do time que jogou contra o time que torcemos na Stanley Cup final desse ano. A primeira coisa que fizemos, portanto foi visitar o estádio do Tampa Bay Lightning.

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Orlando: Islands of Adventure

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Orlando, dia três: Islands of Adventure. Resolvemos espaçar os dias de parques entre dias de compras e passeios pela cidade, porque achamos que apenas parques de diversão por uma semana seria cansativo/enjoativo demais. De fato, tomamos a decisão certa: uma família que conhecemos e que também foi para Orlando na mesma época resolveu fazer duas semanas só de parque, e no final não apenas estavam super cansados, como também não conseguiam nem lembrar o que viram em casa parque. É claro, toda pessoa é diferente, e viaja de jeito diferente. Esse foi o melhor para nós.

Mas enfim, adentro o segundo parque da Universal, Islands of Adventure. Não sei se estou certa, mas tive a impressão de que, apesar de ser maior que o Universal Studios, o Islands of Adventure tem menos brinquedos. Em compensação, tem bastante cenários elaborados e apresentações.

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Entrando no parque, você chega no Port of Entry: uma espécie de “mercado”, em um cenário inspirado em filmes de piratas. É o local perfeito para comprar qualquer lembrancinha do parque no final do dia, já que ali se encontram lojas com todos os produtos do parque em um mesmo lugar: de Harry Potter até uma loja dedicada inteira ao Natal. Melhor do que comprar coisas durante o dia e ter que ficar carregando-as pelo resto do parque (e arriscar quebrá-las).

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